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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UFCG - FASE 02 - REVISÃO FINAL

Material – UFCG – ETAPA 02 – História – Prof. Sérgio Cabeça



01. Trabalhando Conceitos do eixo temático UFCG-PS2: “Identidades, alteridades e fronteiras nas sociedades contemporâneas”.



a) O Conceito de Identidade

O conceito de identidade tem sido muito discutido ao longo do tempo e, portanto, abriga diversas versões de cunho psicológico, filosófico, antropológico ou sociológico. Optamos aqui, em virtude do período em que o mesmo será usado como parte do eixo temático do PS2 – UFCG abordá-lo na sua face mais contemporânea, influenciada pelo clima reinante depois dos acontecimentos de maio de 1968.

Os anos 1970 permitiam o desenrolar de profundas transformações no modo de pensar as questões sociais. Os discursos e os novos movimentos sociais indicavam uma apologia da sociedade multicultural: a justaposição e convivência de etnias ou grupos em determinados espaços urbanos. Tais falas anunciavam também exaltação da diferença e a idéia de preservação (ou proteção) das identidades de cada um. A identidade tornou-se, desde então um tema bastante emergente. A noção de identidade estava ligada anteriormente à concepção de um sujeito unificado. Porém, o deslocamento de seus elementos constituintes agregou-lhe o caráter fluido, polissêmico e móvel. É possível identificar-se com referências culturais distintas. A afirmação ou repressão de determinadas características de identidade das culturas diversas passa por uma escolha política. Esses processos de identificação têm redefinido o sujeito contemporâneo e, consequentemente, as identidades nacionais.

O Estado-Nação consolidou-se com a difusão de uma única cultura gerenciada como modelo de identidade nacional. Atualmente convive com a fala reivindicatória daqueles grupos representantes de outras identidades por ele silenciadas. Eles exigem o direito a afirmação de suas identidades. A globalização, através principalmente da compressão das distâncias e escalas temporais tem contribuído para a contestação da centralidade das identidades nacionais. Há, no entanto, um movimento de reforço destas e das identidades locais. Neste contexto de negociação surgem identidades culturais em transição, resultantes do diálogo entre diferentes tradições culturais e misturas do mundo globalizado: essas são as novas identidades ou identidades híbridas.

A identidade é construída socialmente e desenha escolhas políticas de grupos humanos. A reivindicação das identificações encontra-se num quadro de dividendos políticos sendo necessária uma observação primordial do lugar de fala desses sujeitos contemporâneos. Refletir sobre as referências de identidade nos remete imediatamente ao conflito étnico e a questão das diferenças que o tema da diversidade cultural impõe. Assim, embora a marca do humano, ou melhor, da cultura humana, seja exatamente a diferença dos gêneros, dos sexos, das religiões, das etnias, das identidades e dos direitos, paradoxalmente temos que lutar politicamente para que essas diferenças sejam respeitadas no cotidiano e incluídas no debate político e acadêmico.

Esse é parte do sentido do eixo temático do PS2, prova de história da UFCG. O eixo central da prova, no que diz respeito ao primeiro foco, as questões de identidade, facilmente nos levará a uma abordagem de conteúdos como os processos formativos do Estado na contemporaneidade e suas tentativas de construção / afirmação de uma identidade nacional homogênea. Nos séculos XIX e XX assistimos a processos como esses na Paraíba, no Brasil e no mundo:

Mundo

• O Congresso de Viena e a santa aliança: a identidade via conservadorismo.

• Movimentos liberais no século XIX: 1830 e 1848.

• Identidade nacionalista e processos unificadores.

• A formação da classe operária: identidades socialistas e lutas sócio-politicas.

• Expansão imperialista e o ideal etnocêntrico. Missão civilizadora e busca da homogeinização cultural.

• O sistema fabril e a identidade do trabalho.

• Projetos de sociedade no século XX: Fascismo, Nazismo, Stalinismo, Welfare State, neoliberalismo.

• Movimentos artísticos de vanguarda até 1950.

• Pop Arte e cultura de massas.

• A crise das identidades homogêneas: O ano de 1968 a 1991.

• A contracultura e a afirmação de novas identidades.

• Globalização e ressurgimento de identidades nacionalistas.

Brasil

• Formação do Estado Nacional Brasileiro: Importância do Romantismo e do liberalismo.

• A identidade negra do século XIX e suas lutas de liberdade.

• Transição Para a República: Liberalismo, positivismo e jacobinismo.

• Semana de arte Moderna de 1922.

• A construção do populismo na Era Vargas: estratégias e discursos.

• Movimentos culturais no Século XX: Modernismo, Bossa Nova, Cinema novo, Tropicália, Jovem guarda, canções de protesto, rock nacional e manguebeat.

• A identidade da ditadura e do autoritarismo.

• Brasil: país de futebol, samba, carnaval e mulher.

• Brasil: paraíso dos corruptos.



b) O Conceito de Alteridade

Alteridade (ou outridade) é a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos. Assim, como muitos antropólogos e cientistas sociais afirmam, a existência do "eu-individual" só é permitida mediante um contato com o outro (que em uma visão expandida se torna o outro - a própria sociedade diferente do indivíduo).

Dessa forma eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato.

A “noção de outro ressalta que a diferença constitui a vida social, à medida que esta efetiva-se através das dinâmicas das relações sociais. Assim sendo, a diferença é, simultaneamente, a base da vida social e fonte permanente de tensão e conflito” (G. Velho, 1996:10)

“A experiência da alteridade (e a elaboração dessa experiência) leva-nos a ver aquilo que nem teríamos conseguido imaginar, dada a nossa dificuldade em fixar nossa atenção no que nos é habitual, familiar, cotidiano, e que consideramos ‘evidente’. Aos poucos, notamos que o menor dos nossos comportamentos (gestos, mímicas, posturas, reações afetivas) não tem realmente nada de ‘natural’. Começamos, então, a nos surpreender com aquilo que diz respeito a nós mesmos, a nos espiar. O conhecimento (antropológico) da nossa cultura passa inevitavelmente pelo conhecimento das outras culturas; e devemos especialmente reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única.” (F. Laplantine, 2000:21)

Tal tema foi estudado ainda por Tzvetan Todorov em seu livro A conquista da América - a questão do outro, que é estudada no contexto do descobrimento e da conquista da América, no primeiro centenário após a primeira viagem de Colombo, basicamente no século XVI. Há ainda, contudo, menções a essas relações de alteridade em obras anteriores a Todorov, como por exemplo, em Michel de Montaigne, um dos autores dos textos a serem cruzados:

"Mas, para retornar a meu assunto, acho que não há nessa nação nada de bárbaro e de selvagem, pelo que me contaram, a não ser porque cada qual chama de barbárie aquilo que não é de costume; como verdadeiramente parece que não temos outro ponto de vista sobre a verdade e a razão a não ser o exemplo e o modelo das opiniões e os usos do país em que estamos".[1]

Apontamentos podem ser feitos não só durante o processo de conquista e colonização da América, mas em toda a história do contato entre diferentes povos e culturas. Por exemplo, pode-se partir desde Cortés, que procurou conhecer o outro, buscando intérpretes e estabelecendo táticas de guerra. Surge aqui uma personagem curiosa: Malinche. Ela foi dada por Montezuma aos espanhóis e acaba sendo fundamental para o processo de conquista promovido por Cortés, pois sabia a língua dos maias e astecas e posteriormente também o espanhol. Para os indígenas é o símbolo da traição, para outros é o símbolo da mestiçagem, porque Malinche não é somente bilíngüe, mas também "bicultural", e adotou inclusive a ideologia do "outro".

Deste modo, a humanidade do outro só foi concebida quando integrada à cultura do "eu", ocorrendo uma assimilação, uma integração da cultura do "outro" à européia, no caso.

Avançando cronologicamente na História, é possível ainda encontrar relatos de relações de alteridade no texto "Descobrindo os brancos", de autoria de um índio ianomâmi chamado Davi Kopenawa Yanomaqui, já no século XX. Nele, as relações de alteridade mais uma vez são descritas, desta vez devido à invasão de suas terras, no estado brasileiro do Amazonas, por milhares de garimpeiros entre os anos de 1987 e 1990.

Assim, a análise crítica dessas obras pode levar à indagação de que, por vezes, os estudos históricos possam ser em parte o reflexo do modo de agir e pensar dos europeus na época da conquista, que tomaram a sua sociedade, os seus valores como o "correto" e o "modelo" a ser seguido pelos "outros".

Como nas relações de alteridade adota-se, muitas vezes, o próprio universo cultural como o correto a ser seguido, surgem relações de estranhamento cultural como aquelas presentes na História brasileira onde pessoas egressas do litoral se consideram “cultas” em relação aos homens sertanejos, normalmente representados como “incultos”; “ignorantes”.

Assim, a alteridade pode se manifestar tanto através de registros de diferenças mínimas quanto através de uma radicalidade, que aproxima o “outro” de um limite extremo, podendo ser representado próximo à animalidade ou a divindade (seja esta representação do “outro” negativa ou positiva). Para o autor, todas as relações humanas e discursos sobre o homem passam por este quadro do imaginário. Sendo assim, a alteridade, entendida como um elemento fundamental de imaginário pode nos ajudar a compreender representações referentes ao “outro”. Este outro não será completamente estranho ao olhar daquele que examina; porém possuirá características peculiares que o distinguem e pelas quais, muitas vezes, será julgado.

Temas que devem ser olhados com atenção:

Mundo

• Relações étnicas e eugenia.

• Conflitos sociais burguesia/proletariado.

• As relações de “estranhamento cultural” na expansão imperialista.

• As guerras mundiais como conflitos de alteridades.

• Conflito árabe-israelense.

• Conflitos étnicos e intertribais na África e Ásia.

• Ocidente X Oriente: o atual conflito de alteridade.

Brasil

• Século XIX: a idéia de branqueamento da população brasileira.

• As revoltas do período imperial.

• O Mito da “guerra contra o Paraguai”.

• Revolta da Vacina: Resistência contra a homogeinização cultural.

• Misticismo religioso e estranhamento contra o “fanatismo”.

• O conflito ANL e AIB na era Vargas.

• A questão agrária brasileira.

• Violência urbana atual.

• Novos atores sociais: trabalhadores, mulheres e homossexuais.



c) O Conceito de Fronteiras

Um olhar sobre o conceito tradicional de fronteiras nos levaria a uma reflexão sobre os processos demarcatório-territoriais na idade contemporânea. Contudo, com o avanço das ciências humanas nos campos da Antropologia, Filosofia, História, Geografia e Sociologia e, no caso particular da história, a partir dos trabalhos apresentados pelas novas tendências historiográficas, a chamada nova história cultural, o eixo temático da UFCG nos propõe a relativização do conceito de fronteiras. Trata-se de discutir os diferentes tipos de fronteiras: fronteiras nacionais, territoriais. Fronteiras culturais e étnicas. Fronteiras identitárias. As fronteiras do corpo e da sexualidade. Pureza e perigo. Fronteiras e violência. A violência exercida sobre quem "atravessa" uma fronteira.

Assim, a discussão em torno do tema fronteiras pode nos remeter as diferentes significações atribuídas a palavra território quando relativizada:

• O caráter político-administrativo do território: um espaço físico de uma nação, marcado pelo poder e pela projeção do trabalho humano.

• O território em uma tríplice abordagem: jurídico-política, econômica e cultural. Assim, além do caráter do poder estatal, salienta-se o aspecto humano da identidade social, bem como os aspectos econômicos da relação capital-trabalho, todos presentes na constituição do território.

• A existência dos múltiplos territórios dentro do território do Estado-Nação. Assim, para além de uma abordagem política, deve-se trabalha os aspectos culturais dos múltiplos territórios (prostitutas, homossexuais, gangues, mendigos, narcotráfico etc.) que podem apresentar uma existência temporária ou permanente no tempo e no espaço. São intrínsecos a esses diferentes territórios relações de poder articuladas por determinados grupos sociais.

• Ou o território com uma abordagem política, considerando-o como “o nome político para o espaço de um país” (Milton Santos). O espaço, muito mais amplo, seria a totalidade, englobando a configuração territorial, a paisagem e a sociedade. O território passa a ser formado no desenrolar da História, com a apropriação humana de um conjunto natural pré-existente. Além dos aspectos políticos, é importante salientar os aspectos sociais, econômicos e culturais entrelaçados em virtude do movimento da sociedade no decorrer dos diversos momentos históricos e do desenvolvimento das técnicas, chegando-se à conclusão de que o trabalho é um dos pontos fortes para a compreensão do território.



Temas propostos:

Mundo:

• Colonização, descolonização e fronteiras artificiais.

• Crise e esfacelamento do mundo socialista.

• Reunificação alemã.

• Globalização e crise das fronteiras territoriais.



Brasil:

• A fronteira social: Inclusão e exclusão nos séculos XIX e XX.



QUESTÕES PROPOSTAS

01. Leia atentamente os textos abaixo:

Texto 01

“[...] apesar dos esforços sistemáticos, em larga escala, para alargar as ruas [...] aumentar e aperfeiçoar a drenagem e a rede de esgotos [...] nas regiões em que residem as classes mais ricas, nada foi feito para melhorar as condições dos distritos habitados pelos pobres”. (Apud. E. Thompson. A formação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1987, v. 2. p. 187).

Texto 02

“[...] que três homens estejam na rua a falar de salários, que eles peçam ao empresário enriquecido com o trabalho deles um centavo de aumento, e o burguês se assusta, grita e usa força. Ao contrario da antiga burguesia, extasiada com seus privilégios que desejava estender, a nova olha para a multidão que sobe atrás dela, tal como ela um dia subiu, e se assusta e recua, protegendo-se junto ao poder. Liberal em seus propósitos, egoísta na pratica, ela não sabe o que quer”. (Apud M. S. Bresciani. Londres e Paris no Século XIX. 4º ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. p. 65).

Os textos podem ser utilizados como referencia simbólica para o estudo das identidades sobre cidade, burguesia, classe operária e luta de classes nas modernas sociedades industriais do século XIX. Acerca dessas identidades, é INCORRETO afirmar:

a) A cidade moderna é vista como um espaço caracterizado pela existência de ruas largas, higienizadas e familiarizadas com as inovações técnicas de equipamentos urbanos típicos da sua época (pavimentação, telegrafo, carruagens, bondes, passeios, etc.).

b) A identidade da cidade moderna do século XIX contrasta com as condições de vida que imperavam nos bairros operários.

c) A burguesia enriquecida pela revolução industrial e alçada ao poder pelas revoluções que a historiografia denominou de burguesa, desvinculou-se de sua antiga posição revolucionária e passou a se utilizar do Estado como instrumento de dominação da classe operaria.

d) O novo olhar burguês sobre a sociedade construída pela revolução industrial identificava a classe operária como co-participante do progresso e, portanto, dos lucros que seu desenvolvimento geraria.

e) Embora reprodutora do discurso liberal, a burguesia industrial reproduzia em seu cotidiano uma pratica paradoxal marcada pelas condições de extrema miséria imposta a classe operaria.



02. As guerras de independência das colônias portuguesa e espanhola, assim como a formação das nações da América Latina foram influenciadas pela Independência Americana em 1776, pelos ideais Iluministas e pela Revolução Francesa. Considerando os fatos acima como ideais, relacionados a essas guerras, assinale como verdadeira (V) ou falsa (F) cada assertiva abaixo.

( ) As elites coloniais, ao promoverem as independências, também lutaram para impedir uma revolução social com a participação política das classes populares nos órgãos de poder.

( ) As elites da América Latina colonial, influenciadas pelas idéias iluministas e pelas revoluções americana e francesa, lutavam, exclusivamente, por uma reorganização comercial.

( ) A presença popular nas guerras de independência das colônias da América significou o reconhecimento dos direitos de cidadania das camadas sociais até então alijadas das decisões governamentais.

( ) Os Estados Nacionais formados na América Latina lutaram contra a dominação colonial de suas ex-metrópoles, mas não se contrapunham às influências políticas e econômicas.

( ) Nos Estados Nacionais formados, os direitos políticos e sociais eram privilégios dos grupos dominantes.

A seqüência correta é:

a) F, V, V, F, F c) V, F, F, V, V

b) V, F, V, V, V d) F, F, F, V, V e) V, F, F, V, V.



03. Analise estas duas representações do chamado Grito do Ipiranga, de 7 de setembro de 1822:



A partir da análise dessas duas representações e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que, em ambas,

a) a disposição dos atores  coletivos e individuais , bem como dos aspectos que compõem o cenário, é diferenciada e expressa uma visão particular sobre D. Pedro  na primeira, como o protagonista central; na segunda, como líder de uma ação popular.

b) as mesmas concepções históricas e estéticas fundamentam e explicam a participação dos mesmos grupos sociais e personagens históricos  o príncipe, militares, mulheres, camponeses e crianças.

c) D. Pedro, embora seja o protagonista, se destaca de modo diferente  na primeira, ele recebe o apoio de diversos grupos sociais; na segunda, a participação das camadas populares é mais restrita.

d) os artistas conseguem causar um mesmo efeito  descrever a Independência do Brasil como um ato solene, grandioso, sem participação popular e protagonizado por D. Pedro.

e) a independência do Brasil, ato solene e liderado por D. Pedro, foi produto de um movimento no qual irmanaram-se diversos setores sociais: aristocratas, militares, homens pobres livres e escravos.



04. As identidades, alteridades e fronteiras reproduzidas pelos olhares de artistas, cientistas e pintores do século XIX, são representações simbólicas de um mundo em transformação, visto por atores históricos inseridos em sua época. Tais representações, encontram-se explicitadas através da arte e foram linguisticamente expressas por meio do discurso literário. Sobre arte e literatura e suas relações com a sociedade e a política do século XIX, escreva (V) para as proposições verdadeiras e (F) para as proposições falsas:

( ) Por considerar a língua e as tradições de um povo como delineadoras da identidade cultural de uma determinada nação, o romantismo impulsionou muitos intelectuais europeus para um ideal nacionalista e libertário.

( ) Os românticos procuraram resgatar na cultura popular as raízes sentimentais que foram menosprezadas pela racionalidade iluminista. Tal busca de referenciais contribuiu para a idealização de alteridades como: vida rural idílica X vida urbana agitada / racionalidade X sensibilidade / passado heróico X presente artificial.

( ) A literatura realista procurou descrever a vida sem sentimentalismos, como ela se apresentava, salientando os problemas sociais e psicológicos de um homem que era produto do meio.

( ) Os escritores realistas foram bastante influenciados pelas concepções cientificas e filosóficas de sua época, como o determinismo e o evolucionismo, e também pelas idéias socialistas.

( ) Émile Zola, literato realista, procurou denunciar as injustiças sociais, descrevendo a miséria da qual tinha sido vitima em uma infância marcada pela fronteira social. Em sua obra GERMINAL, descreve a vida pobre e cheia de dificuldades dos mineiros.

Assinale a seqüência correta:

a) VVVVV.

b) FVFFV.

c) VFVVF.

d) VVFFV.

e) FFVVF.



05. A constituição da nação brasileira foi o pano de fundo das transformações que o Brasil viveu na segunda metade do século XIX. A campanha abolicionista e a imigração trouxeram a tona os questionamentos a respeito do tipo de nação que o Estado Brasileiro queria comportar. Sendo assim, um mar de negros, índios, mestiços e, agora, imigrantes europeus, opunha-se a uma elite que era mais ou menos coesa: brancos, letrados e liberais. Suas identidades e alteridades expressaram-se através do discurso literário. Assinale a alternativa incorreta:

a) Uma verdadeira “ilha de letrados num mar de analfabetos”, a elite teve no romantismo sua principal forma de expressão literária.

b) unidos pelo movimento literário, os românticos, porem, expressavam as contradições da própria elite brasileira ao não convergirem para uma única posição em torno da questão abolicionista.

c) Divididos quanto à escravidão, os românticos buscaram no indianismo a base de uma manifestação nacionalista idealizada e afastada o suficiente do perigoso e selvagem negro que era removido dos fundamentos da nacionalidade brasileira.

d) A idealização romântica começou a ser substituída na década de 1870 pelo realismo que afirmava a impossibilidade de total exclusão dos negros mediante o desconforto em se viver em uma sociedade majoritariamente composta por negros.

e) A opção da elite letrada pela abolição foi motivada por razoes diversas figurando como principal a indignação diante das degradantes condições de exploração dos escravos.





06. “Nas últimas décadas, as imagens passaram a fazer parte do universo de fontes dos historiadores, tendo em vista que “para além da sua dimensão plástica, elas nos põem em contato com o sistema de significação das sociedades, com suas formas de representação, com seus imaginários”. (BORGES, Maria Eliza Linhares. História e Fotografia. Belo Horizonte: Autêntica, 2003). Considerando os argumentos apresentados, analise as imagens abaixo e identifique o que elas representam.



(Imagem 1)





(Imagem 2)





(Imagem 3)





(Imagem 4)



I. A imagem 1 evidencia a luta de posição durante a primeira guerra mundial (1914-1918) e a imagem 4 atesta a definição das fronteiras após o termino do referido conflito.

II. A imagem 3 sugere a formação dos blocos aliado e do Eixo em 1936 e a imagem 1 infere a guerra de movimentos em 1914.

III. A imagem 4 indica as fronteiras definidas pelo tratado de Versalhes (1919) e a imagem 2 registra o uso da aviação como arma durante a primeira guerra mundial (1914-1918).

IV. A imagem 2 simboliza a evolução do poder de destruição humano durante a primeira guerra mundial (1914-1918) e a imagem 3 define os sistemas de alianças beligerantes no citado conflito.

V. A imagem 2 é uma fotografia do 14 BIS pilotado por Santos Dumont em 1907 e a imagem 1 ilustra a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Estão CORRETAS:

a) I, II e IV

b) I, III e IV

c) IV e V

d) I, II e V

e) II, III e IV



07. A imagem abaixo representa a visão de um artista sobre um acontecimento ocorrido pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945):



Acerca do acontecimento e da obra em questão, seu contexto histórico e sua importância para a eclosão da segunda guerra mundial, Assinale a alternativa Incorreta:

a) Trata-se do painel pintado por Pablo Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola. Esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como representativa do bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 por aviões alemães que apoiavam o General Francisco Franco no contexto da guerra civil espanhola (1936 – 1938).

b) O contexto que leva a eclosão da guerra civil espanhola foi marcado por forte crise econômica e social, instabilidade política e ascenso de movimentos reivindicatórios. A vitória da coligação Frente Popular nas eleições de 1936, detentora de uma identidade de esquerda, gerou desconfiança entre os conservadores da Falange (partido fundado em 1931) de identidade Fascista.

c) Em Julho de 1936, o General Francisco Franco, com apoio de falangistas e conservadores, lidera uma revolta militar destinada a dar fim a República espanhola. Enquanto o governo republicano eleito, recebendo parco apoio da URSS, encontra enorme dificuldade para vencer o conflito, os franquistas recebem apoio bélico da Itália e da Alemanha que usam a guerra para testar seus novos armamentos.

d) A guerra civil espanhola extrapolou simbolicamente as fronteiras do Estado nacional espanhol já que envolveu direta e indiretamente países distintos (Itália, Alemanha e URSS) e muitas pessoas de nacionalidades diferentes que ingressavam nas brigadas internacionais para lutar como voluntários a favor da República espanhola.

e) Enquanto a acontecimento que antecede a segunda guerra mundial, o conflito em questão antecipou os resultados da grande guerra vencida pelas forças do eixo (Alemanha, Itália e Japão).



08. O Brasil foi palco, entre os anos de 1945 e 1964, da experiência política do populismo, do crescimento da classe trabalhadora, de transformações nos saberes técnico-produtivos e da emersão de novas experiências comportamentais em meio a uma democracia fragilizada. Sobre esse período assinale a alternativa correta:

a) Refletindo as preocupações da guerra fria a direita militar iniciou a reflexão sobre a Doutrina de Segurança Nacional que daria suporte ao futuro regime militar pós-64.

b) As Identidades nacionalista e entreguista, no campo das políticas econômicas, podem ser simbolizadas, respectivamente, pelas figuras históricas de JK e Getúlio Vargas.

c) Os movimentos liderados por estudantes, operários e intelectuais marcaram a resistência da sociedade civil ao programa de reformas de base proposto pelo Presidente João Goulart.

d) A Bossa Nova de João Gilberto e Tom Jobim, foi uma representação cultural de insatisfação contra as misérias do Brasil que se desenvolvia “50 anos em 5”.

e) Nos anos do Estado populista as fronteiras sociais que separavam ricos e pobres foram reduzidas, desdobramento natural do crescimento da industrialização brasileira.



09. “Mas se a ferrovia paraibana foi um fiasco quando pensada em sua desenvoltura econômica, bem diferente foi seu papel quando pensada em termos culturais” (Gervácio B. Aranha. O trem de ferro na Parahyba do Norte. In: História da Paraíba, 2007, p. 114) As estações de trem na Paraíba tornaram-se lugares atraentes, no século XIX, porque:

a) eram espaços de encontros da elite onde foram proibidas a instalação de bares e casas de prostituição.

b) eram construções suntuosas com um elevado índice de higienização, exemplar para a época.

c) eram espaços de consolidação de hábitos seculares da elite, não proporcionando mudanças na vida cotidiana.

d) eram ponto de encontro dos citadinos. As famílias se comunicavam, os comerciantes transacionavam, os jovens namoravam e os políticos se entendiam.

e) eram símbolos de modernização da economia, mas não provocavam mudanças na vida cotidiana da elite paraibana.



10. Muito se falou neste ano de 2008 sobre a febre amarela e em outras épocas não foi diferente. Já em 1870 a doença chegou ao Rio de Janeiro causando uma verdadeira convulsão social.

Assinale a única alternativa INCORRETA.

a) A epidemia de febre amarela, que se abateu sobre a população carioca na segunda metade do século XIX, contrastava com o fausto vivido pela nobreza na Corte e com o crescimento da economia impulsionado, principalmente, pelo comércio.

b) Com receio de que houvesse pânico, o governo imperial proibiu a publicação de notícias, artigos e obituários sobre a epidemia. Impediu, ainda, que médicos e pessoas vitimadas pela febre falassem publicamente sobre a questão.

c) A epidemia causou enormes transtornos à então capital do país. Imobilizou o comércio nos portos e ruas, paralisou a administração pública e suspendeu as atividades do Congresso, além de atrasar a distribuição de alimentos e jornais.

d) Com a suspeita de que os vapores que atracavam nos portos cariocas traziam a febre amarela, adotou-se a quarentena: as embarcações não podiam acostar-se ao cais por 40 dias, só sendo liberadas quando constatado que não havia tripulantes afetados pela moléstia.

e) As péssimas condições higiênicas do Rio de Janeiro eram uma das causas da epidemia. O governo, então, criou a Comissão Central de Saúde Pública, responsável pelo Regulamento Sanitário e para incentivar a população a tomar banhos freqüentes.





11. Entre 1930 e 1945, Campina Grande foi, segundo o historiador Fábio Gutemberg Ramos, palco de uma atribulada reforma urbana que marcou a vida de seus moradores. Para ele, haviam se tornado comuns no Brasil:

“... as preocupações com o saneamento e embelezamento das áreas centrais das cidades e os planos para seu posterior crescimento; neles era cada vez mais freqüente a incorporação dos fluxos de transportes e automóveis, ao mesmo tempo em que as principais epidemias que haviam assolado as cidades no século XIX estavam sob relativo controle”. In: Campina Grande: cartografias de uma reforma urbana no Nordeste do Brasil (1930-1945). Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 23, nº 46, p. 62. 2003. Analise as seguintes assertivas:

I - Um aspecto da reforma urbanística em Campina Grande foram a transferência dos prostíbulos de suas ruas centrais para áreas afastadas e a destruição da cadeia postada na principal praça da cidade.

II - O plano urbanístico preocupava-se apenas com o discurso vigente que colocava Campina Grande como um grande mercado de algodão do mundo. A prova disso é que o primeiro sistema de saneamento e abastecimento de água da cidade só foi feito já na década de 1970.

III - A reforma urbanística se relacionava com as mudanças estéticas e higiênico/sanitárias, inspiradas na medicina social, que já vinham sendo feitas em algumas capitais brasileiras desde a segunda metade do século XIX.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) assertivas(s):

a) II e III d) I

b) I e II e) III

c) I e III



12. A Era Vargas (1930 - 1945) é comumente explicitada, nos livros didáticos de história, como o período em que ocorreu a modernização industrial e trabalhista do Brasil. Tratava-se de uma modernização centralizadora, nacionalista e paternalista, na qual a população se encontrava presa a uma legislação autoritária e elitista. Sobre esse período é correto afirmar que:

a) a política industrial varguista pode ser caracterizada como nacionalista, com pleno reconhecimento dos direitos trabalhistas e sociais reivindicados pelos sindicatos.

b) a ideologia trabalhista do governo Vargas recebia total apoio de artistas e intelectuais, que endeusavam o trabalho como progresso.

c) a legislação trabalhista do governo Vargas proporcionava a liberdade política e sindical ao trabalhador.

d) a política industrial varguista pode ser caracterizada como liberal, pois defendia a desnacionalização dos recursos minerais.

e) a malandragem era reprimida pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), pois o ideal preconizado pelo governo Vargas era o enaltecimento do trabalho como propulsor do progresso brasileiro.



13. “Na passagem do século XIX para o XX, enquanto consolidava-se entre nós a República, é lentamente percorrido todo um pedregoso caminho para que os indivíduos

ousassem se libertar da influência da religião, da família, da comunidade ou das redes sociais estabelecidas pelo trabalho... novos comportamentos tiveram início, no fim do século XIX, comportamentos marcados por enormes transformações sociais e econômicas. Essa corrente influenciará as formas de viver e pensar, provocando, no meio do século XX, uma fenomenal ruptura ética na história das relações entre homens e mulheres.”. (DEL PRIORE, Mary. História do Amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2006, p. 231). O fragmento histórico acima constitui parte representativa das exigências para organizar uma sociedade típica do desenvolvimento e do progresso, EXCETO:

a) a institucionalização do casamento civil como ritual de normatização da família.

b) a expansão dos saberes médico-higienistas na disciplinarização dos sujeitos.

c) a metropolização das capitais brasileiras e a criação de novos espaços de entretenimento, como cinemas, teatros e auditórios de rádios.

d) a oficialização dos direitos das mulheres à contracepção, à sexualidade livre e a paridade salarial com os homens no mercado de trabalho.

e) a revolução dos costumes mediante a idéia de um corpo saudável e adepto à prática da educação física.



14. Um dos maiores símbolos da “Guerra Fria” foi a construção de um muro dentro da cidade de Berlim, na segunda metade do século XX. Essa barreira de concreto instituiu identidades que estabeleceram fronteiras políticas e culturais. Acerca deste acontecimento é CORRETO afirmar que o(a):

a) temor às influências comunistas da Berlim Oriental foi fator decisivo para a construção de uma barreira murada, instituindo territórios sob orientações político-ideológicas distintas.

b) plano Mashall, que consolidou a aliança entre americanos e soviéticos, foi o principal responsável pela construção do muro de Berlim em agosto de 1961.

c) trânsito livre entre Ocidente e Oriente berlinense, no final dos anos 90, promoveu mudanças na economia e no modelo de vida dos alemães orientais.

d) Doutrina Truman, por meio do discurso de respeito às liberdades políticas, fundamentou a reabertura entre o Oriente e o Ocidente berlinense.

e) “queda do muro” provocou uma migração da mão-de-obra especializada, de artistas, cientistas e professores da Berlim Ocidental para a Berlim Oriental.



15. O Brasil foi palco, entre os anos de 1964 e 1985, da experiência política traumática do regime militar, da resistência da sociedade civil e da organização da democracia. Sobre esse período assinale a alternativa INCORRETA.

a) O militarismo assumiu o poder justificando a necessidade de ordenar a democracia, que estava ameaçada pela ‘agitação’ comunista e sindical.

b) Entre os anos 69 e 74, a parte mais autoritária do regime militar contou com apoio norte americano no aparelhamento policial e na prática de tortura.

c) Os movimentos liderados por estudantes, operários e intelectuais marcaram a resistência da sociedade civil.

d) O samba ‘apesar de você’, de Chico Buarque, foi uma representação cultural de insatisfação ao regime militar.

e) Os livros, ‘Feliz ano velho” de Rubem Fonseca e “Zero” de Inácio de Loyola Brandão fizeram a propaganda do milagre brasileiro.



16. “Parece que a escritora Rachel de Queiroz, defensora da “nordestinidade”, tem razão: a mídia tem o olho torto quando se trata de mostrar o Nordeste, pois eles só querem mostrar a miséria. Mas será que a nossa escritora tem mesmo razão? A grande questão é: existe realmente entre nós, esta identidade nordestina? Existe realmente esta nossa verdade, que os estereótipos do cabeça-chata, baiano, do Paraíba, do nordestino buscam traduzir? O Nordeste existe como essa unidade discursiva propalada pela mídia, e que incomoda a quem mora na própria região?”. (Adaptado de ALBURQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez,1999 p.20-22). O historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior estuda como se formulou um conjunto de imagens e enunciados sobre o Nordeste, direcionando comportamentos e atitudes em relação ao nordestino. A partir do fragmento textual acima, é INCORRETO afirmar que essa nova historiografia sobre o Nordeste:

a) Questiona a idéia de uma identidade fixa para o Nordeste e para o nordestino, pois esses enunciados são pensados como frutos de discursos de saber e de poder.

b) Evidencia como a cultura midiática representa uma identidade de inferioridade para a região Nordeste.

c) Denuncia um discurso que também produz o preconceito regional a partir de estereótipos sobre o Nordeste e o nordestino.

d) Preocupa-se em resgatar e preservar uma cultura nordestina genuína e consagrada pelos discursos diversos, particularmente o literário e o midiático.

e) Recusa a idéia de nordestinidade como algo natural e a idéia de unidade e verdade sobre a região nordeste.



17. O cantor e compositor Bob Dylan afirmou que “1968 foi o último ano em que as utopias eram permitidas. Hoje em dia ninguém mais quer sonhar”. Sobre as referências aos 40 anos dos fatos acontecidos em 1968, “o ano dos contrastes”, assinale a alternativa correta.

a) Mesmo tendo chamado a atenção da sociedade francesa para suas reivindicações, os estudantes de Paris não conseguiram apoio dos trabalhadores e foram duramente reprimidos pela polícia.

b) Em janeiro de 1968, Alexander Dubcek chegou ao poder na Tchecoslováquia e iniciou o movimento conhecido como Primavera de Praga, que visava tão-somente a uma reaproximação com a URSS e o Pacto de Varsóvia.

c) O assassinato, em abril de 1968, do pastor e líder negro Martin Luther King, nos EUA, só teve influências nos movimentos dos negros sul africanos, que lutavam contra o apartheid.

d) No Brasil, o Tropicalismo e as idéias do movimento hippie não tinham influências sobre os estudantes universitários, que estavam concentrados na luta contra a ditadura militar.

e) Ao mesmo tempo em que ativistas feministas queimavam sutiãs em praças, estudantes franceses protestavam nas ruas e negros norte-americanos lutavam por seus direitos, os conservadores Charles de Gaulle e Richard Nixon eram eleitos na França e nos EUA, respectivamente.



18. Leia as tirinhas abaixo:



O cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil (1944-1988), discutia os problemas políticos, sociais e econômicos no Brasil dos anos 1970 com bom humor, através de personagens que apareciam no semanário Pasquim, no Jornal do Brasil e na Revista Fradim. Analise as seguintes proposições:

I - Henfil criou um trio curioso: a Graúna (uma ave magrinha, mas muito combativa), Francisco Orelana (um bode que gostava de devorar livros) e Zeferino (um cangaceiro macho e lutador, mas dado a gestos carinhosos). Eles habitavam um lugar chamado Alto da Caatinga onde tudo era uma metáfora sobre o Brasil dos tempos da ditadura militar.

II - As discussões travadas pelos personagens de Henfil eram densas. Um tema recorrente era o das diferenças regionais - o descompasso existente entre o Sul-Sudeste desenvolvido e o Norte-Nordeste subdesenvolvido.

III - Mesmo sob uma censura implacável, Henfil denunciava a opressão e os abusos da ditadura, falava da miséria do povo, do conservadorismo da sociedade, criticava o sistema capitalista, etc.

Está(ão) correta(s) a(s) proposições:

a) I e II, apenas

b) I, II e III

c) III, apenas

d) I e III, apenas

e) II, apenas



19. O texto, abaixo, aborda a queda dos regimes socialistas na Europa.

“É inegável, porém, que o fracasso não é apenas dos regimes comunistas, mas da revolução inspirada pela ideologia comunista, ideologia que postulava a transformação radical de uma sociedade vista como injusta e opressora em uma sociedade bem diferente, livre e justa. [...] A maior prova do fracasso é o fato de todos quantos se rebelaram ao longo desses anos [...] pediam exatamente o reconhecimento dos direitos à liberdade, que constituem o pré-requisito da democracia.” (Fonte: BOBBIO, Norberto apud MOTA, Myriam B.; BRAICK, Patrícia R. História: das cavernas ao Terceiro Milênio. São Paulo: Moderna, 1997, p. 585).

Sobre a queda dos regimes socialistas na Europa, Assinale a alternativa INCORRETA:

A) A queda dos regimes socialistas foi causada, principalmente, pelo colapso da União Soviética, devido à gravíssima estagnação econômica e à insatisfação social e política da sua população.

B) A Alemanha, após a Segunda Guerra Mundial, foi dividida em Alemanha Ocidental (capitalista) e Alemanha Oriental (socialista), esta, marcada por forte repressão do regime a seus cidadãos e por um desenvolvimento econômico inferior ao da Alemanha Ocidental. Essas condições culminaram na queda do Muro de Berlim, que levou à reunificação alemã, em 1990.

C) A Iugoslávia era considerada o regime mais democrático entre os países socialistas e exemplo de convivência entre povos diferentes. Porém, a desagregação do socialismo atingiu fortemente o país, com a explosão de guerras interétnicas, a exemplo dos conflitos da Bósnia e de Kosovo, em que ocorreram massacres de populações civis e práticas genocidas, não mais vistos na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

D) A Romênia foi o único país socialista a fazer uma transição pacífica para um regime democrático. Após alguns protestos populares, o ex-ditador Nicolae Ceausescu renunciou, conservando, porém, parte de seu poder, através do exército e de seus antigos aliados, que mantiveram a unidade do país e converteram-se ao capitalismo, fazendo acordos comerciais e militares com o Ocidente.



20. “Nos filmes e na televisão o árabe é associado à libidinagem ou à desonestidade sedenta de sangue. Aparece como um degenerado supersexuado, capaz, é claro, de intrigas astutamente tortuosas, mas essencialmente sádico, traiçoeiro, baixo. Traficante de escravos, cameleiro, cambista, trapaceiro pitoresco: estes são alguns dos papéis tradicionais do árabe no cinema. O chefe árabe (de saqueadores, piratas, insurgentes ‘nativos’) é muitas vezes visto rosnando para o herói e a loira ocidentais capturados (ambos impregnados de integridade): ‘Meus homens vão matar vocês’[...] A maior parte das imagens apresenta massas enraivecidas ou miseráveis, ou gestos irracionais”. (SAID, Edward. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p.291).

A partir do texto do historiador Edward Said e de seus conhecimentos sobre a temática, é correto afirmar que a representação que o cinema ocidental elabora sobre o povo árabe é marcada pelo (a):

I – Preconceito, identificando-o como pessoas enraivecidas, miseráveis e excêntricas, cujos gestos denunciam a violência cotidiana.

II – Pitoresco, desconstruindo a leitura de que o árabe é supersexuado, sádico, degenerado e traiçoeiro.

III – Estereotipia, representando-o como “portadores” de atitudes irracionais, chefiado por homens sanguinários, trapaceiros e hostis aos ocidentais.

IV Multiplicidade, criticando a imagem de que todos os árabes são insurgentes, violentos e intolerantes às práticas político-culturais-religiosas ocidentais.

Estão corretas:

a) I e II. b) I e IV.

c) III e IV. d) II e IV.

e) I e III.

Gabarito:

01. D

02. E

03. A

04. A

05. E

06. B

07. E

08. A

09. D

10. B

11. C

12. E

13. D

14. C

15. E

16. D

17. E

18. B

19. D

20. E.

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