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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

REVOLUÇÃO CHINESA

A revolução Chinesa (1949)






Os antecedentes


Durante mais de dois séculos (1644-1911), a china foi governada pela dinastia Manchú. No século XIX, esse imenso país foi alvo da expansão imperialista das potências Ocidentais, destacando-se entre elas a Inglaterra. A China sempre foi um dos principais objetivos imperialistas e por dois motivos fundamentais - seu imenso território rico em recursos naturais e o potencial de consumo representado por sua grande população.


O litoral da China começou a ser assediado pelos europeus no século XVI, quando navios portugueses chegaram a Macau em 1513, e em seguida espanhóis e holandeses, tentaram obter concessões comerciais junto às autoridades do Reino Celestial.


Os imperadores chineses, porém, confinaram o comércio com "os bárbaros", como eles os chamavam, a alguns portos do sul da China, especialmente no porto de Cantão (Guangzhou) às margens do Rio das Pérolas. Essa posição de fechamento ao mercado externo ficou insustentável com a progressiva presença do homem europeu no Mar da China, nos séculos XVII, XVIII e XIX. Após a conquista definitiva da Índia pela Companhia Inglesa das Índias Orientais, ocorrida no século XVIII, os agentes e os mercadores britânicos, cientes da sua superioridade militar e técnica, lançaram-se sobre o litoral da China. O principal produto que ofereciam aos chineses era o ópio, contrabandeado de suas plantações da Índia. Caixas numerosas do entorpecente eram transportadas clandestinamente para o porto de Cantão em troca de prata e das apreciadas mercadorias chinesas, como a seda, a porcelana e o chá.


Devido aos efeitos da droga sobre a população, o imperador Daoguang designou o mandarim Lin Zexu, um alto funcionário governamental, para que executasse, a partir de Cantão, uma política de confisco sistemático do produto mortífero. As apreensões das caixas de ópio contrabandeado, seguida de prisões e expulsão dos principais traficantes, serviu de pretexto para a Inglaterra declarar guerra à China, na chamada Guerra do Ópio (1838-42). Exibindo uma temível superioridade tecnológica, representada pelo navio de ferro "Fênix", a esquadra inglesa atacou e afundou boa parte dos inoperantes juncos de guerra chineses. Em seguida bloqueou os principais escoadouros mercantis chineses, forçando o imperador à rendição. Inferiorizados tecnicamente, os governantes manchús aceitaram assinar o humilhante Tratado de Nanquim em 1842.


Através deste, a China foi obrigada a abrir cinco dos seus portos em caráter permanente, assim como ceder Hong-Kong aos comerciantes ingleses. O sucesso militar-diplomático da Inglaterra serviu de estímulo para que as demais nações colonialistas assaltassem a costa chinesa. Depois de novas pressões militares mais onze portos foram abertos aos ocidentais. O impacto das mercadorias européias sobre a produção artesanal chinesa foi social e economicamente terrível. O desemprego e a fome passaram a ser uma constante, tanto nas populações urbanas como das rurais. Para poder pagar pelas mercadorias importadas, os Manchús e a aristocracia rural passaram a oprimir os camponeses de forma mais intensa.


As regalias que os mercadores estrangeiros usufruíam no país eram vexatórias.


A prepotência dos estrangeiros chegou a tal ponto que eram bem visíveis nas entradas de alguns parques públicos das grandes cidades chinesas, como em Pequim e em Xangai, uma placa com os dizeres: "proibida a entrada de cães e de chineses!".


O movimento republicano


A insatisfação com a presença estrangeira e a inépcia governamental em resolver o problema do estatuto semicolonial em que a China vivia, gera o protesto crescente da intelligentsia chinesa. O inconformismo tem seu maior intérprete na figura venerável de Sun Yat-sen, nascido em 1866 e considerado o patriarca da China Moderna, que fundou em 1894 a União pelo Renascimento da China, cujo programa tinha por base o nacionalismo e a modernização do país, explicitados em seis pontos: fim da monarquia, proclamação de uma República, luta pela paz mundial, nacionalização da terra, cooperação sino-japonesa e independência em relação as potencias ocidentais.


O programa de Sun Yat-Sen, que o obrigou a um longo exílio no exterior entre 1895 a 1911, resultou do florescimento da burguesia urbana chinesa ocidentalizada, mas não fazia referência à trágica situação dos camponeses submetidos ao despotismo de administradores locais, corroídos pela usura e pelas prestações de serviço idênticas às corvéias feudais. Antes da proclamação da República em 1911, a China ainda conheceria a última tentativa de expulsão dos estrangeiros: a rebelião dos Boxers (1899-1900).


A revolta nacionalista de 1899/1900, que eclodiu nos arredores de Pequim, em reação a uma série de abusos cometidos pelos estrangeiros, foi reconhecido pelas autoridades imperiais como uma insurgência legítima. Os Boxers conseguiram inclusive cercar por 56 dias as legações estrangeiras que possuíam bairro a parte na capital.


Para sufocar a rebelião, organizou-se uma internacional colonialista, uma tropa composta por 20 mil soldados (japoneses, russos, ingleses, americanos, franceses e depois por alemães) foi enviada para ocupar a sede imperial, onde penetrou em 14 de agosto de 1900. Os boxers, abandonados pela imperatriz viúva Tsisi, foram cruelmente sufocados e suas lideranças decapitadas. Depois dessa aberta e brutal intervenção militar, o outrora orgulhoso Império Celestial definitivamente tornara-se a "colônia de todas as metrópoles". Para infamar ainda mais as autoridades do império, os colonialistas obrigaram a que fossem chineses os carrascos que executaram as sentenças de morte dos principais líderes da rebelião terminada em 1900.


A república do Kuomintang


O colapso do regime manchú chega a seu fim com a deposição do imperador-menino Pu Yi, afastado por um golpe incruento. Tudo parecia indicar que a China entrara ainda que lentamente no rol das nações modernas com a adesão ao regime republicano. O presidente provisório Sun Yat-sen, porém, não conseguiu manter-se efetivamente no poder, renunciando em 15 de fevereiro de 1911. Para decepção geral, assume a presidência o despótico general Yaun Shin-kai, que acaba por fazer maiores concessões aos estrangeiros devido ao escasso apoio interno e a desorganização geral do país.


Como resultado da evolução da União pelo Renascimento da China, fundou-se em 1912 o Kuomintang (Partido Nacional do Povo), que tem seu cérebro teórico em Sun Yat-sen e seu braço armado no jovem general Chiang Kai-shek. Rapidamente os nacionalistas ganham prestígio na China meridional, enquanto o norte do país se vê convulsionado pelas quadrilhas dos senhores de guerra que lutam pelo controle de Pequim, umas apoiadas pelos japoneses, outras pelos ocidentais. A ascensão dos Nacionalistas ganhará novo impulso com a eclosão da Revolução bolchevique de 1917 e com o término da Primeira Guerra Mundial, da qual a China participou ao lado das Potências Ocidentais, esperando desse modo anular os tratados desvantajosos.


Terminada a Primeira Guerra Mundial, a China continuava sob domínio europeu. A situação fez com que surgisse o movimento de “4 de maio” (1919), promovido por estudantes. O episódio marcou o início da revolução nacionalista, com amplo apoio popular. Nessa conjuntura, Sun Yat-Sem retornou ao poder e tomou medidas decisivas para o país: estabeleceu sólida aliança com os comunistas (O PCCh foi fundado em 1921 sob a liderança de Mao Tse-Tung) e os movimentos operários e celebrou acordos com a URSS, dando início, com a ajuda de Moscou, a uma vitoriosa campanha contra os chefes provinciais, considerados um obstáculo à construção de um Estado nacional Chinês.


O rumo da política chinesa, porém, mudou com a morte de Sun Yat-sen em 1925. Seu substituto, Chiang Kai-chek, decretou ilegalidade do Partido comunista e reprimiu com violência as organizações operarias. Em 1930, havia na china dois grandes grupos políticos rivais. De um lado, as forças capitalistas, comandadas pelo general Chiang Kai-shek. De outro lado, as forças comunistas, lideradas por Mao Tse-tung.


Em 1934, os nacionalistas organizaram uma grande campanha militar para esmagar os comunistas que haviam se refugiado em Kiangsi. Fugindo de tropas do Kuomintang, os cem mil homens de Mao percorreram 10mil quilômetros a pé – a longa Marcha (1934-35) -, restando ao fim de um ano apenas nove mil. “(...) aproveitando-se da hesitação dos nacionalistas em dar o golpe final nos comunistas cercados, Mao Tse-tung, juntamente com seu comandante militar Chu Teh, resolveram-se por uma retirada. Começava então o episódio que celebrizou-se na história chinesa como a Longa Marcha (outubro de 1934 - outubro de 1935), que foi o grande épico do movimento maoísta. Combatendo ao mesmo tempo em que se retirava, o Exército Vermelho conseguiu romper com quatro linhas de cerco que os nacionalistas haviam construído para impedi-los de fugir. Ao final de um ano, alcançaram Yenam, a capital da província de Shensi, no remoto noroeste do país, em farrapos, meio mortos-vivos. A região semi-deserta, de pura pedra - limitava-se com a Mongólia interior e estava protegida pela Muralha da China -, serviu como um santuário ideal, distanciada o bastante para manter os maoístas a salvo dos ataques do Kuomintang”.


A guerra Sino-japonesa e a revolução maoísta


A partir daí, Comunistas e nacionalistas enfrentaram-se numa sangrenta guerra civil, interrompida em 1937 devido ao ataque japonês à China. Comunistas e capitalistas chineses firmaram então uma aliança provisória, que durou até o término da guerra contra o Japão, em 1945.


Retomadas as lutas entre as tropas de Mao Tse-tung e Chiang Kai-shek, os comunistas obtiveram sucessivos êxitos. Em 1º de outubro de 1949, os comunistas venceram definitivamente seus inimigos internos e criaram a República Popular da China. O general Kai-shek e seus seguidores, apoiados pelos EUA, fugiram para a ilha de Formosa (Taiwan), onde fundaram a China nacionalista. “(...) após ter revertido a ofensiva nacionalista que procura atingir suas bases em Yenan (Shensi), onde o general nacionalista Hu Tsung-nan teve seu exército detido e esfacelado pelas táticas da guerrilha, Mao Tse-tung, refeito, ordenou uma contra-ofensiva geral sobre as áreas nacionalistas baseado na ‘estratégia da Terceira Guerra Civil’, ou seja: 01) Atacar primeiro as forças dispersas do inimigo, depois atacar as forças concentradas, mais fortes; 02) Tomar primeiro as cidades pequenas e médias e extensas áreas rurais, depois as grandes cidades; 03) Considerar como principal objetivo o extermínio dos efetivos militares do inimigo e não ter como intenção principal manter ou sustentar uma cidade ou um lugar qualquer; 04) Em todas as batalhas a serem travadas, procurar sempre concentrar uma força militar absolutamente superior para poder cercar completamente o inimigo e lutar para exterminá-lo por completo, ‘não deixando um só escapar...’. Em 1948, uma série dessas operações, em que conjugou táticas guerrilheiras com concentrações de força em grande escala, fazem o agora rebatizado Exército de Libertação Popular sair-se vitorioso em Lo-yang, Honan e Tsisan, culminando com sua vitória sobre os nacionalistas em Huai-hai (novembro de 1948 - janeiro de 1949), os quais sofreram a perda de 550 mil homens, sendo que 327 mil deles caíram prisioneiros. Muitas dessas batalhas, apesar de estarem envolvidos milhares de soldados de cada lado, tiveram bem poucos mortos em razão de um antigo hábito de combate chinês que podemos chamar de "negociação e conversão". Em diversas ocasiões, exércitos inteiros de nacionalistas se entregaram sem disparar um tiro porque seus comandantes, sentindo-se inferiorizados em forças e em ânimo, sem condições portanto de levar o combate às suas últimas conseqüências, decidiam-se por negociar a sua conversão, passando-se em massa com suas armas e bagagens para o lado dos maoístas”.


A República popular da China ou Construção da potência do século XXI


Nesta etapa da história da China moderna, os maoístas, depois de travarem uma guerra civil que se estendeu por mais de vinte anos, chegaram finalmente ao poder em Pequim proclamando a República Popular da China em outubro de 1949. Desencadeia-se então um duplo processo de revolução e de descolonização, caminho que vai conduzir a China Popular a dois graves enfrentamentos, um contra os Estados Unidos em torno da Coréia (1950-53) e o outro em confronto ideológico com a URSS pós-stalinista (a partir de 1956).


“Uma vez no poder, o PPCh promoveu uma reforma agrária, expropriou as empresas estrangeiras e assinou com a URSS um tratado de cooperação visando a obtenção de ajuda financeira para reconstruir o país. O Primeiro Plano Qüinqüenal (1953-58) foi posto em prática. O modelo, como não poderia deixar de ser, era o soviético, com ênfase nas indústrias de base:


DISTRIBUIÇÃO DAS INVERSÕES DO ESTADO (1953-57)


Indústria 56,00%


Indústria pesada 48,00%


Transportes 18,70%


Agricultura e trabalhos hidráulicos 8,20%


Vários 17,00%


(Fonte: Bianco, Lucien. Asia Contemporânea. P.212.)


As relações entre a jovem revolução chinesa e o poderoso Estado soviético se estreitaram ainda mais com a assinatura de um Tratado de Amizade, Aliança e Assistência Mútua, firmado em Moscou em 14 de fevereiro de 1950. Foi quando Mao realizou sua primeira viagem ao exterior. Stalin propositadamente deixou o líder revolucionário chinês dois meses à espera de uma audiência para demonstrar quem mandava na hierarquia do movimento comunista, que a partir da Revolução de 1949 deixava de ser eminentemente russo para também abarcar os milhões de chineses.


A URSS, mesmo tentando enquadrar Mao Tse-tung como subordinado, compreendia perfeitamente o valor e a importância da entrada da China para a esfera socialista. Por isso o seu auxílio desdobrou-se em financiamentos e co-participações em projetos industriais de grande porte que se estenderam de 1950 até 1959.


Novos rumos


Para implantar uma política de industrialização acelerada, em 1958 o governo chinês impôs a coletivização agrícola, fundindo as cooperativas camponesas em gigantescas comunas populares. Ao mesmo tempo, mobilizou a população para produzir aço em pequenas siderúrgicas nas aldeias. Essa política foi denominada de grande salto para a frente e seus resultados foram contraditórios. No começo, representou entusiasmo e participação da população, mas o aço produzido nas pequenas siderúrgicas era de má qualidade, enquanto secas e enchentes em 1959 e 1960 levaram a produção agrícola.


No início da década de 1960, a China passou a criticar a política de coexistência pacifica da URSS, rejeitando a reaproximação com os EUA. Em decorrência disso, a URSS retirou seus consultores técnicos da China e os dois países acabaram por romper relações diplomáticas, desencadeando uma polemica ideológica e conflitos nas áreas de fronteira.


A revolução cultural


Em 1966, Mao Tse-tung lançou a Grande Revolução Cultural Proletária, um movimento de massas contra o que ele chamava de “desvios burgueses” da revolução chinesa. Tratava-se de uma luta interna no PCCh, entre uma tendência radical de esquerda, que queria acelerar o processo de construção do socialismo, e um grupo mais moderado, que responsabilizava a esquerda radical pelo fracasso do grande salto para a frente.


Mao apoiava a esquerda radical e criou uma organização de jovens revolucionários, a guarda vermelha, que prendia, espancava e executava intelectuais e membros do Partido Comunista pelo simples fato de defenderem posições moderadas. Tudo isso levou a China ao caos econômico e a beira da guerra civil.


Apoiado na guarda vermelha, Mao promoveu o expurgo de dissidentes, afastou dirigentes, professores e outras autoridades consideradas reformistas. Dessa forma, ele impôs sua linha política, afastando do poder todos os seus opositores. Em 1970, Mao percebeu que a revolução cultural havia fugido de seu controle e permitiu o retorno de alguns dirigentes , afastados por desvios “burgueses”.


O movimento, porem, prosseguiu até 1976. Nesse ano, Mao Tse-tung morreu, e os lideres da esquerda radical, conhecidos como bando dos quatro, foram presos e destituídos de seus cargos.


A política de modernização


Em 1978, Deng Xiaoping – líder moderado que estivera preso – foi reabilitado e readmitido nos órgãos de direção do PCCh. Em pouco tempo, ele se tornaria o novo homem forte da China. Sob sua liderança, o governo deu inicio a execução de um ambicioso projeto de reformas visando a modernização da China.


O novo projeto abriu a economia chinesa para o exterior, reduziu os gastos militares, restabeleceu formas de propriedade privada na agricultura, introduziu o conceito de lucro nas empresas e criou estímulos para atrair investimentos estrangeiros. Mais tarde, 1989, começaria a ser aplicado um gigantesco programa de privatizações das empresas estatais.


No plano externo, além de ampliar seus contatos com os Estados Unidos, a China se reaproximou pouco a pouco da URSS. Em maio de 1989, os dois países reataram oficialmente suas relações diplomáticas, com a visita de Mikhail Gorbatchev a Pequim.


Contudo, ao contrario do que aconteceu nos países do leste europeu, a introdução da economia de mercado não levou a China a dotar o modelo político das democracias ocidentais. Contraditoriamente, enquanto abria suas empresas ao capital externo e liberalizava sua economia, o governo chinês tomava medidas de endurecimento na política interna. O PCCh continuou a monopolizar o poder e a perseguir grupos que reivindicavam democracia.


O momento culminante desse endurecimento ocorreu em 1989, quando o exercito abriu fogo contra uma manifestação pró-democracia que reunia milhares de estudantes na praça da paz celestial, deixando cerca de 03 mil mortos. (...)


(...)Na década de 1990, a China consolidou uma posição de destaque no cenário econômico mundial, graças a peculiar via chinesa de modernização industrial, que mesclou a preservação do férreo domínio político do PCCh com medidas para implementar a abertura econômica.


Para alguns especialistas, a principal virtude do modelo econômico chinês consiste nas dimensões de seu mercado interno. Pais mais populoso do mundo, a China abriga aproximadamente 1 bilhão e 300 milhões de habitantes. Além disso, seu governo exerce rigoroso controle dos investimentos externos, de modo a canalizá-los para os setores que mais interessam ao desenvolvimento do país. Essa política econômica tem dado bons resultados. Entre 1979 e 1998, o produto interno bruto (PIB) chinês passou de 43 bilhões de dólares para 959 bilhões. Nesse período, as exportações – principal motor do desenvolvimento do país – cresceram em média a taxa anual de 52%. O desenvolvimento econômico do país só foi interrompido em 1998, após a crise econômica que varreu o continente asiático. Mesmo assim, em 1999, seu PIB voltou a crescer a taxa de 7%.


O imenso potencial do mercado da China exerce atração irresistível sobre os países industrializados, especialmente os Estados Unidos. Mas o direito de usufruir do mercado chinês é mantido sob rígido controle pelo governo, que comanda com rédeas curtas o processo de transição para a economia de mercado.


Devido a esse ritmo de crescimento , alguns especialistas prevêem que em duas décadas a China estará entre as maiores economias do mundo. Contudo, a História recente recomenda cautela nessas projeções, pois a inserção completa do país na economia de mercado constitui um processo delicado – como foi demonstrado no caso da Rússia. Após décadas de planificação, a economia chinesa ainda soma milhares de empresas estatais deficitárias e pouco produtivas, e no campo as dificuldades não são menores para modernizar a produção e aumentar os índices de produtividade”. (PAZZINATO, A. L. & SENISE, Maria Helena V. História Moderna e contemporânea. São Paulo: Ática, 2005, PP. 320-322 & 379-380).

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