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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Memorex 04 - Grécia

Atenas:


• Localização: planície da ática (litoral do mar Egeu). Regiões: Pedium (planície), Paralia (litoral) e Diacria (montanhas).

• Recursos naturais: reserva florestal, mármore, prata, chumbo e ferro.

• Litoral propício à navegação – existência de portos naturais (Porto do Pireu).

• Processo de formação: Sinecismo de 04 tribos de origem Jônia, acelerado pelo desenvolvimento do comércio.

• Traços culturais da formação: Progresso continuo, cosmopolitismo, patriotismo e individualismo.

• Organização econômica:

- Escravismo: escravidão-mercadoria.

* Propriedade privada dos meios de produção (terras e escravos);

* Base: Comércio Marítimo. Artesanato, agricultura e pecuária existiram em função do comércio

• Sistema político: INSTABILIDADE (EVOLUÇÃO POLÍTICA: monarquia – oligarquia – tirania e democracia).


A evolução política ateniense

A. Atenas oligárquica:

• Estrutura social: SOCIEDADE ABERTA (MOBILIDADE).

AS CLASSES SOCIAIS DE ATENAS

EUPÁTRIDAS - Aristocracia proprietária de latifúndios e escravos.

GEORGÓIS - Pequenos proprietários agrícolas.

THETAS – Camada social marginalizada, composta por trabalhadores do campo e cidade.

DEMIURGOS - Comerciantes e artesãos.

ESCRAVOS – A principio em pequeno número, foram transformados na base produtiva, na medida em que a aristocracia se fortaleceu e o comércio tornou-se a principal atividade.

• Estrutura política INICIAL:

OS ARCONTES: O PODER EXECUTIVO DA ATENAS OLIGÁRQUICA (EUPÁTRIDAS).

POLEMARCA – Responsável pelo poder militar e julgamento dos estrangeiros.

ARCONTE EPÔNIMO – Chefe da administração.

ARCONTE BASILEUS – Chefe da religião.

ARCONTES THESMOTHETAS – juízes encarregados de manter as leis e também julgar os thetas (camponeses) e os georgóis (pequenos proprietários rurais).

OUTRAS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS.

AREÓPAGO (EUPÁTRIDAS) – Conselho aristocrático responsável pela elaboração das leis e fiscalização dos arcontes.

ECLÉSIA – Assembléia dos cidadãos atenienses – Eupátridas, georgóis, comerciantes e artesãos. PODER CONSULTIVO.


• CONFLITOS POLITICOS:
* Partido aristocrático (Eupátridas) – Manutenção do Status.

* Partido popular (Comerciantes, artesãos, georgóis e thetas) – Ampliação dos direitos de cidadania.

- Atuação dos legisladores (reformadores):

* Drácon (621 a.C.) – Legislação escrita de caráter aristocrático.

* Sólon (594 a.C.) – Reformas:

▪ Extinção da escravidão por dívidas.

▪ Fixação de limites para as propriedades agrárias.

▪ Admissão dos tethas na Eclésia.

▪ Criação do helieu (tribunal de justiça de todos os cidadãos) – igualdade jurídica.

▪ Instituição de uma plutocracia.

▪ Redefinição das instituições políticas:

ARCONTADO – Composto somente pelos eupátridas e comerciantes mais ricos, exercia o poder executivo.

AREÓPAGO – Com a mesma composição social do Arcontado, tinha a função de fiscalizar o poder executivo.

BULÉ (CONSELHO DOS 400) – Formado por eupátridas, cavaleiros e zeugitas, exercia o poder legislativo de Atenas. Poderia vetar decisões da Eclésia.

HELIEU – Tribunal de justiça que poderia ser integrado por eupátridas, cavaleiros e zeugitas.

ECLÉSIA – Assembléia popular, exercia o poder de voto para as magistraturas e projetos de lei que eram elaborados pelo Bule. Embora ao thetas pudessem participar desse órgão, não tinham como interferir na organização dos trabalhos, não podiam propor leis e pouco participavam porque necessitavam trabalhar em tempo integral para sobreviver.

* Conseqüências das reformas de Sólon:

▪ Início do Imperialismo ateniense: guerra contra mégara.

▪ Aprofundamento dos conflitos sóciopolíticos: insatisfação de Eupátridas, Georgóis e tethas.

▪ Novos partidos políticos:

PARTIDO PEDIANO (planície) – Representante dos interesses dos Eupátridas, defendia posições conservadoras, a manutenção do controle político nas mãos dos círculos aristocráticos.

PARTIDO PARALIANO (litoral) – Satisfeitos com as reformas de Sólon, os comerciantes ricos defendiam um encaminhamento mais estável a situação política através da ampliação da sua participação na ocupação dos altos cargos públicos.

PARTIDO DIACRIANO (montanha) – Representando o interesse de thetas e georgóis, advogavam reformas profundas de cunho econômico, social e político.

▪ Ascensão de Pisístrato (Apoio militar e popular).

B. TIRANIA:

• O governo de Pisistrato: Caráter popular.

• Realizações Pisistrato:

Reforma agrária e sistema estatal de crédito.

Consolidação de hegemonia comercial ateniense.

A realização de obras públicas (estaleiros, aquedutos, canais e templos).

Apoio estatal a cultura.

• Importância histórica de Pisistrato: transição para a democracia.

• Hiparco e Hipias.

• Hiságoras – Tirania oligárquica com apoio de Esparta.

• Revolta popular – ascensão de Clístenes.



C. DEMOCRACIA:

• As reformas de Clístenes:

- Redivisão de Atenas:

DEMOS DA CIDADE DE ATENAS - Agrupava os indivíduos dedicados as atividades de comércio e artesanato, além dos trabalhadores urbanos.

DEMOS DO LITORAL - Congregava pescadores e navegantes.

DEMOS DO INTERIOR - Reunia os grandes e pequenos proprietários rurais.

- Criação de 10 tribos compostas por membros dos três demos ( para fins de recrutamento político).

- Redefinição das instituições políticas:

A DEMOCRACIA DE ATENAS (REFORMAS INSTITUCIONAIS DE CLÍSTENES)

ARCONTADO – Funções de natureza honorífica.

AREÓPAGO – Tribunal religioso.

BULÉ (CONSELHO DOS 500) – Foi ampliado para 500 membros eleitos a razão de 50 membros por tribo. Sua principal função era preparar os projetos de lei que seriam votados irrevogavelmente pela Eclésia.

HELIEU – Transformou-se no supremo órgão judiciários e seu membros eram escolhidos por sorteio.

ECLÉSIA – A Assembléia popular, foi transformada no supremo órgão de decisões em Atenas. Dela faziam parte todos os cidadãos de Atenas, ou seja, aqueles que fossem registrado no demos de origem e fossem filhos de pai ateniense e maiores de 18 anos. Da assembléia eram excluídos os estrangeiros, as mulheres e os escravos.

ESTRÁTEGOS (10) – Chefes militares eleitos anualmente pelas tribos.

INSTITUIÇÃO DO OSTRACISMO – Espécie de medida defensiva do Estado contra o ressurgimento dos regimes anteriores. Consistia no banimento, perda dos direitos políticos e confisco temporários de bens (por um período de 10 anos) de qualquer cidadão cuja atuação política fosse considerada uma ameaça a democracia. O ostracismo era votado, exclusivamente, na assembléia.

• Características do sistema democrático de Atenas:

- Escravista;

- Excludente;

- Direta;

- Imperialista.


Período clássico (Séculos VI a IV a.C.) – Auge da cidade-estado ateniense.

a) Política interna:

• Auge da democracia (Governo de Péricles: 461 – 429 a.C.).

- Princípios políticos: ISONOMIA (igualdade jurídica) e ISOCRACIA (igualdade política dos cidadãos).

- Instituição da Mistoforia (pagamento de salário pelo exercício de funções públicas).

- Programa de construção de obras públicas: Pathernon e Erecteum.

- profissionalização do exército e marinha.

- Acesso aos cargos públicos por sorteio (exceto – estrátegos).

- Revogabilidade de mandatos.

• Política como ofício e arte: desenvolvimento da oratória (surgimento dos demagogos: “condutores do povo”.).

• Predomínio filosófico dos sofistas: relativismo de verdades e pluralidade de concepções.

“O homem é a medida de todas as coisas...” (Protágoras).

b) Organização econômica:

• Expansão da produção artesanal.

• Incremento do comércio mediterrâneo.

• Auge do modo de produção escravista.

• Importante: discurso filosófico em prol da escravidão - “(...) As propriedades são uma reunião de instrumentos e o escravo é uma propriedade instrumental animada (...) Se cada instrumento pudesse executar por si próprio a vontade e o pensamento do dono (...) os senhores não tinham necessidade de escravos (...). Todos aqueles que nada tem de melhor para nos oferecer que o uso do seu corpo e dos seus membros são condenados pela natureza a escravidão. É melhor para eles servir que serem abandonados a si próprios. Numa palavra, é naturalmente escravo quem tem tão pouca alma e tão poucos meios que deve resolver-se a depender de outrem (...) o uso dos escravos e dos animais é aproximadamente o mesmo (...) a escravidão é justa.”. (ARISTÓTELES).

c) Organização social:

• Cidadã;

• Urbana;

• Aberta;

• Escravista;

• Patriarcal;

• Heterogênea;

• Reprodutora de valores aristocráticos.

d) Política externa:

• Envolvimento em guerras imperialistas: Guerras Médicas e Guerras do Peloponeso.



7.1 As guerras Médicas (Gregos X Persas).

• Causas (O cenário da guerra):

- Choque de Imperialismos: Atenas X Império persa.

- Etapas de preparação da guerra:

1. Presença econômica e cultural grega na Anatólia (Ásia Menor).

2. A tomada da Lídia Anatólia pelos persas.

5. Apoio de Atenas as revoltas anti-persas na Anatólia.

6. Retaliação dos persas: Repressão contra os levantes e conquista da Trácia.

• O conflito:

PRIMEIRA GUERRA MÉDICA (490 a.C.):

- Vitória ateniense na batalha de maratona.

- Conseqüências:

A. Problemas internos dos persas: Revolta egípcia, sucessão de Dario I.

B. Ascensão de Xerxes I e montagem de nova expedição para a conquista da Grécia.

C. Aprimoramento do aparato militar grego: Formação de uma liga de cidades comandadas por Atenas e apoiada por Esparta.

SEGUNDA GUERRA MÉDICA (480 – 479 a.C.):

- Ofensiva persa: Tessália, Domínio do mar Egeu.

- Batalha das Termópilas.

- Ocupação e incêndio de Atenas.

- Vitória grega na batalha naval de Salamina.

- Vitórias terrestres nas batalhas de Platéia e Mícala.

• Conseqüências:

1. liga de Delos – União militar permanente das polis gregas. (Liderança de Atenas, sem a participação de Esparta).

2. Consolidação da hegemonia ateniense No Mediterrâneo oriental.



• O Imperialismo Ateniense:

- Características:

* Uso da Liga de Delos para consolidar a hegemonia no Mediterrâneo oriental.

* Uso de recursos da liga de Delos para fins particulares.

* Repressão as cidades que desejavam se retirar da liga.

- Conseqüências:

* Ação preventiva de Esparta: Formação da liga do Peloponeso.

* Choques de interesses entre Esparta e Atenas.

As guerras do Peloponeso:

• Causas:

- Imperialismo ateniense;

- Formação da liga do Peloponeso (Esparta);

- Divergências históricas entre Atenas e Esparta;

- Disputas comerciais entre Atenas e Corinto (aliada de Esparta).

• Etapas:

a) 431 – 421 a.C. :

- Cerco de Atenas e Morte de Péricles.

b) 415 – 404 a.C :

- Ofensiva espartana e derrota ateniense. Fim da democracia ateniense. Império espartano.

c) 371 a.C. : Vitória de Atenas e Tebas na Batalha de leuctras. Hegemonia tebana.

d) 362 a.C : Vitória de Esparta e Atenas contra Tebas.

• Conseqüências:

- Exaustão do Mundo grego – declínio das polis.

- Conquista da Grécia por Filipe da Macedônia.


O imperialismo da Macedônia

01. Fato principal: conquistas militares de Alexandre, o grande.

02. Conseqüência: Fusão da cultura grega com as culturas orientais – surgimento do helenismo.

“O significado básico das façanhas militares de Alexandre está no fato de ele haver levado o impulso helênico até a Ásia, mais longe e mais depressa do que teria ocorrido de outra maneira. É indubitável que ele fez com que a influencia grega fosse exercida mais amplamente. Ao mesmo tempo ele parece ter imposto um esforço exagerado sobre o helenismo com resultado de encorajar uma violenta maré de influencias orientais sobre o ocidente. Dentro de pouco tempo as culturas helênica e oriental interpenetravam-se de tal modo que se produziu uma nova civilização. Foi esta a civilização helenística...”. (BURNS).






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