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sexta-feira, 31 de julho de 2009

GRÉCIA - DETALHES DE ESQUEMA DE AULA

TERCEIROS ANOS DO COLÉGIO PADRÃO - MOSSORÓ - RN
Civilização grega

1. Meio Físico e aspectos gerais:
· Localização: Península Balcânica.
· Divisão:
- Grécia Continental (Sul da península balcânica).
- Grécia peninsular (Península do Peloponeso);
- Grécia insular (Ilhas do mar Egeu);
- Grécia asiática (Litoral da Ásia menor);
- Magna Grécia (Sul da península itálica).
· Características:
- Solo árido e montanhoso;
- Relevo acidentado e alternado por planícies (isolamento geográfico);
- Litoral entrecortado: existência de portos naturais.
· Povoamento:
- Cretenses;
- Pelasgos (habitantes primitivos da Grécia);
- Povos indo-europeus: Aqueus, Eólios, Jônios e Dórios.
· Periodização:
- PRÉ-HOMÉRICO - séculos XX a XII a.C.
- HOMÉRICO - séculos XII a VIII a.C.
- ARCAICO - séculos VIII a VI a.C.
- CLÁSSICO - séculos VI a IV a.C.
- HELENÍSTICO - a partir do século IV a.C. (a Grécia perde sua independência, caindo sob domínio macedônio).

2. Do período homérico ao arcaico (XII a.C. – VIII a.C.):
· Comunidades gentílicas:
- Organização econômica, política, social e religiosa típica do período homérico;
- Características:
* organização familiar (extensa) chefiada por um patriarca;
* casamento endogâmico;
* economia: propriedade coletiva dos meios de produção.
* sociedade:
Divisão coletiva do trabalho e dos bens produzidos pelo grupo;
Ausência de desigualdades sociais (materiais);
Critério de status social – grau de parentesco com o Pater.
Legislação oral e consuetudinária.
* política: chefia do Pater (patriarca) – Chefe militar, supremo juiz e sumo-sacerdote.
* religião familiar e doméstica: culto de antepassados.
· Desagregação das comunidades gentílicas:
- Causa: crescimento demográfico – escassez de terras – guerras entre os genos.
- Desagregação Interna:
* Surgimento da propriedade privada da terra e de desigualdades sociais;
* Formação de grupos sociais:
EUPÁTRIDAS (BEM NASCIDOS) – melhores e maiores porções de terras; PARENTES PRÓXIMOS.
GEORGÓIS (AGRICULTORES) – pequenas propriedades; PARENTES DISTANTES.
TETHAS (MARGINAIS) – despossuídos; PARENTELA.
* Conseqüência imediata: aprofundamento das desigualdades sociais (surgimento da escravidão doméstica).
- Desagregação externa:
* Aglutinação dos genos aliados: Genos – Fratrias – Tribos – Demos – Polis (cidade-estado) – SINECISMO.
* Conseqüência imediata: radicalização das disputas entre os genos rivais (escravismo).
- Desdobramentos principais:
* Segunda diáspora grega (colonização da magna Grécia);
* Surgiemnto de desigualdades sociais.
* Surgimento das Poleis gregas.

3. Características gerais da formação das cidades-estados:
· Processo de agrupamento de acordo com o principio da territorialidade (SINECISMO);
· Causa econômica: desenvolvimento das trocas e do artesanato.
· Desagregação definitiva das comunidades gentílicas – nova estrutura social e econômica:
- Grupo dominante: Aristocracia (Eupátridas);
- Grupo Intermediário: Comerciantes, artesãos, georgóis (pequenos proprietários) e tethas;
- Base: escravos. MODO DE PRODUÇÃO ESCRAVISTA.
· Existência de antagonismos internos e rivalidades externas.
· Estrutura interna de uma cidade-estado:
- Acrópole;
- Ágora;
- Porto;
- Outras Instalações: ginásio, teatro, acampamento e fonte.
· Cidades pequenas (regra geral). Exceções: Esparta e Atenas (400.000 hab.).

4. Esparta:
· Localização: península do peloponeso (planície da lacônia).
· Processo de formação: Conquista de Micenas, Sinecismo dório e Conquista e manutenção da messênia (escravização da sua população – Hilotas).
· Traços culturais da formação: Conservadorismo, Provincialismo (xenofobia) e subordinação do individual ao coletivo (Estado).
· Organização econômica:
- Estatismo (hilotismo):
* Propriedade estatal dos meios de produção (terras e escravos);
* Base: Agricultura e pecuária.
* Atividades complementares: comércio e artesanato.
· Sistema social:
- Sociedade de castas;
- Grupos:
* Espartanos (minoria, descendentes dos dórios, cidadania, poder militar);
* Periecos (aliados dos dórios, sem diretos políticos, comercio e artesanato);
* Hilotas (escravos do Estado);
- Formação do espartano voltada para a manutenção da estrutura social (educação militarista).
· Sistema político: OLIGÁRQUICO.

“Esparta sempre foi uma oligarquia, em que o governo, estava nas mãos dos gerontes (anciãos).(...) À gerúsia cabia tomar as decisões importantes e fazer as leis. Seu poder de veto sobre as decisões da Apela era decisivo”.
· O totalitarismo espartano:
- Inexistência de separação entre o publico e o privado.
- Estado: regulamentador da vida social (publica e intima).
- Paradoxo Feminino: mulheres com maior liberdade de ação.

5. Atenas:
· Localização: planície da ática (litoral do mar Egeu). Regiões: Pedium (planície), Paralia (litoral) e Diacria (montanhas).
· Recursos naturais: reserva florestal, mármore, prata, chumbo e ferro.
· Litoral propício à navegação – existência de portos naturais (Porto do Pireu).
· Processo de formação: Sinecismo de 04 tribos de origem Jônia, acelerado pelo desenvolvimento do comércio.
· Traços culturais da formação: Progresso continuo, cosmopolitismo, patriotismo e individualismo.
· Organização econômica:
- Escravismo: escravidão-mercadoria.
* Propriedade privada dos meios de produção (terras e escravos);
* Base: Comércio Marítimo. Artesanato, agricultura e pecuária existiram em função do comércio
· Sistema político: INSTABILIDADE (EVOLUÇÃO POLÍTICA: monarquia – oligarquia – tirania e democracia).

· Características do sistema democrático de Atenas:
- Escravista;
- Excludente;
- Direta;
- Imperialista.

7. Período clássico (Séculos VI a IV a.C.) – Auge da cidade-estado ateniense.
a) Política interna:
· Auge da democracia (Governo de Péricles: 461 – 429 a.C.).
- Princípios políticos: ISONOMIA (igualdade jurídica) e ISOCRACIA (igualdade política dos cidadãos).
- Instituição da Mistoforia (pagamento de salário pelo exercício de funções públicas).
- Programa de construção de obras públicas: Pathernon e Erecteum.
- profissionalização do exército e marinha.
- Acesso aos cargos públicos por sorteio (exceto – estrátegos).
- Revogabilidade de mandatos.
· Política como ofício e arte: desenvolvimento da oratória (surgimento dos demagogos: “condutores do povo”.).
· Predomínio filosófico dos sofistas: relativismo de verdades e pluralidade de concepções.
“O homem é a medida de todas as coisas...” (Protágoras).
b) Organização econômica:
· Expansão da produção artesanal.
· Incremento do comércio mediterrâneo.
· Auge do modo de produção escravista.
· Importante: discurso filosófico em prol da escravidão - “(...) As propriedades são uma reunião de instrumentos e o escravo é uma propriedade instrumental animada (...) Se cada instrumento pudesse executar por si próprio a vontade e o pensamento do dono (...) os senhores não tinham necessidade de escravos (...). Todos aqueles que nada tem de melhor para nos oferecer que o uso do seu corpo e dos seus membros são condenados pela natureza a escravidão. É melhor para eles servir que serem abandonados a si próprios. Numa palavra, é naturalmente escravo quem tem tão pouca alma e tão poucos meios que deve resolver-se a depender de outrem (...) o uso dos escravos e dos animais é aproximadamente o mesmo (...) a escravidão é justa.”. (ARISTÓTELES).
c) Organização social:
· Cidadã;
· Urbana;
· Aberta;
· Escravista;
· Patriarcal;
· Heterogênea;
· Reprodutora de valores aristocráticos.
d) Política externa:
· Envolvimento em guerras imperialistas: Guerras Médicas e Guerras do Peloponeso.

7.1 As guerras Médicas (Gregos X Persas).
· Causas (O cenário da guerra):
- Choque de Imperialismos: Atenas X Império persa.
- Etapas de preparação da guerra:
1. Presença econômica e cultural grega na Anatólia (Ásia Menor).
2. A tomada da Lídia Anatólia pelos persas.
5. Apoio de Atenas as revoltas anti-persas na Anatólia.
6. Retaliação dos persas: Repressão contra os levantes e conquista da Trácia.

· O conflito:
PRIMEIRA GUERRA MÉDICA (490 a.C.):
- Vitória ateniense na batalha de maratona.
- Conseqüências:
A. Problemas internos dos persas: Revolta egípcia, sucessão de Dario I.
B. Ascensão de Xerxes I e montagem de nova expedição para a conquista da Grécia.
C. Aprimoramento do aparato militar grego: Formação de uma liga de cidades comandadas por Atenas e apoiada por Esparta.
SEGUNDA GUERRA MÉDICA (480 – 479 a.C.):
- Ofensiva persa: Tessália, Domínio do mar Egeu.
- Batalha das Termópilas.
- Ocupação e incêndio de Atenas.
- Vitória grega na batalha naval de Salamina.
- Vitórias terrestres nas batalhas de Platéia e Mícala.
· Conseqüências:
1. liga de Delos – União militar permanente das polis gregas. (Liderança de Atenas, sem a participação de Esparta).
2. Consolidação da hegemonia ateniense No Mediterrâneo oriental.

· O Imperialismo Ateniense:
- Características:
* Uso da Liga de Delos para consolidar a hegemonia no Mediterrâneo oriental.
* Uso de recursos da liga de Delos para fins particulares.
* Repressão as cidades que desejavam se retirar da liga.
- Conseqüências:
* Ação preventiva de Esparta: Formação da liga do Peloponeso.
* Choques de interesses entre Esparta e Atenas.

7.2. As guerras do Peloponeso:
· Causas:
- Imperialismo ateniense;
- Formação da liga do Peloponeso (Esparta);
- Divergências históricas entre Atenas e Esparta;
- Disputas comerciais entre Atenas e Corinto (aliada de Esparta).
· Etapas:
a) 431 – 421 a.C. :
- Cerco de Atenas e Morte de Péricles.
b) 415 – 404 a.C :
- Ofensiva espartana e derrota ateniense. Fim da democracia ateniense. Império espartano.
c) 371 a.C. : Vitória de Atenas e Tebas na Batalha de leuctras. Hegemonia tebana.
d) 362 a.C : Vitória de Esparta e Atenas contra Tebas.
· Conseqüências:
- Exaustão do Mundo grego – declínio das polis.
- Conquista da Grécia por Filipe da Macedônia.

7.3 O imperialismo da Macedônia
01. Fato principal: conquistas militares de Alexandre, o grande.
02. Conseqüência: Fusão da cultura grega com as culturas orientais – surgimento do helenismo.
“O significado básico das façanhas militares de Alexandre está no fato de ele haver levado o impulso helênico até a Ásia, mais longe e mais depressa do que teria ocorrido de outra maneira. É indubitável que ele fez com que a influencia grega fosse exercida mais amplamente. Ao mesmo tempo ele parece ter imposto um esforço exagerado sobre o helenismo com resultado de encorajar uma violenta maré de influencias orientais sobre o ocidente. Dentro de pouco tempo as culturas helênica e oriental interpenetravam-se de tal modo que se produziu uma nova civilização. Foi esta a civilização helenística...”. (BURNS).

Um comentário:

  1. Sou professora de História do colégio AvilaCOC-Goiânia e adorei o"resumo" .Meu nome: Valéria

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